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Quinta, 04 Maio 2017 02:43

Tratamento contra o câncer pode causar danos ao coração

No ano passado, mais de 590 mil brasileiros foram diagnosticados com a doença

Em 2016, o câncer foi diagnosticado em 596 mil brasileiros e foi responsável pela morte de 190 mil pessoas, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O câncer é hoje a segunda principal causa de mortes no País, atrás das doenças cardiovasculares. Mas, o que muitos familiares e pacientes não sabem é que alguns medicamentos usados no tratamento contra o câncer podem afetar o coração. Por isso, o acompanhamento médico formado por uma equipe multidisciplinar, que inclui o cardiologista é importante em casos oncológicos.

O nome é difícil: cardiotoxidade. Mas a explicação é fácil. O uso de alguns medicamentos quimioterápicos tem efeitos nocivos no coração. "É uma agressão da quimioterapia ao músculo do coração, seu sistema de condução de sangue e válvulas que pode resultar no aparecimento de doenças crônicas como sopro, bloqueios cardíacos, arritmias e taquicardias", explica Heron Rached, coordenador dos centros de cardiologia dos hospitais Bandeirantes e Leforte. Para ele, tão importante quanto combater a doença é oferecer aos pacientes tratamentos humanizados e que levem em consideração todos seus possíveis desdobramentos.

O cardiologista explica que o uso do medicamento com efeitos cardiotóxicos requer ainda um ambiente suscetível para o desenvolvimento das doenças crônicas do coração. "Não é verdade dizermos que todos os pacientes que fazem quimioterapia desenvolvem problemas do coração. A cardiotoxidade precisa encontrar um ambiente suscetível", explica Rached. Estudos mostram que mulheres acima dos 40 anos ou na menopausa, pessoas negras e com presença de doenças cardíacas - como hipertensão e arritmia - e doenças metabólicas são mais sensíveis.

A importância da equipe multidisciplinar e da educação 
"Pessoas em tratamento do câncer devem também ter um acompanhamento contínuo de um cardiologista. É ele quem vai avaliar os efeitos de determinados medicamentos quimioterápicos no coração, a predisposição e os riscos", explica Heron Rached.

O ideal, segundo o cardiologista, é que o paciente seja apresentado à equipe que vai acompanha-lo durante o tratamento e seja informado de todas as possibilidades de desenvolvimento ou não de outras doenças. "Quanto mais o paciente tiver conhecimento sobre a doença e do tratamento a que está sendo submetido, menor será a insegurança e maiores as chances de adesão. Com isso, os resultados do tratamento são mais positivos", explica.

Sobre o Hospital Bandeirantes 
Com 70 anos de história, o Hospital Bandeirantes é reconhecido por seus atendimentos de alta complexidade nas áreas de cardiologia, neurologia, oncologia e traumas. São mais de 3 mil médicos e 2 mil colaboradores com o objetivo único de garantir o melhor atendimento aos pacientes. São mais de 14 mil internações e 10 mil cirurgias por ano com a garantia da certificação diamante concedida pela Canadense Qmentum Internacional.

Do noticias.terra

Última modificação em Quinta, 04 Maio 2017 18:27

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