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Quinta, 05 Novembro 2020 19:16

Mesmo curado da covid, paciente pode desenvolver problema cardiovascular

Pesquisas mais recentes mostram que essas complicações podem até gerar danos permanentes ao paciente

Alta hospitalar para quem se internou por covid-19 pode não ser a superação definitiva das complicaçsões provocadas pelo vírus; estudos mostram que problemas graves podem surgir depois, mesmo após passados vários meses

Quanto mais os cientistas investigam a covid-19, melhor identificam quais os reais sinais de complicações advindas da doença que podem provocar sequelas e danos persistentes ao corpo.

Muitas pesquisas têm sido desenvolvidas e, entre elas, constatou-se a presença de problemas inflamatórios, cardiovasculares e neurológicos em pacientes que tiveram covid-19.

Pesquisas elaboradas por equipes alemãs reforçaram as suspeitas de danos permanentes. Uma pesquisa mostrou que indivíduos que adquiriram o novo coronavírus desenvolveram inflamação no tecido cardíaco mesmo após a recuperação.

O outro estudo indicou a presença do Sars-CoV-2 na parede cardíaca (miocárdio) em organismos de pessoas que vieram a óbito em decorrência da doença. Todos os dados foram publicados pela Jama Cardiology, revista científica da área.

Por meio do monitoramento de pacientes, os cientistas concluíram que a maioria dos participantes da pesquisa desenvolveu danos cardíacos mesmo após meses de recuperação do novo coronavírus.

As análises revelaram, além disso, que 60% dos pacientes analisados contaram com inflamação miocárdica em andamento e 78% apresentaram comprometimento cardíaco.

Danos neurológicos - Os danos mais comuns associados à covid-19 dizem respeito à perda de olfato e de paladar, este em menor grau. Para além desses efeitos colaterais, observações científicas mostram que pode haver outras questões neurológicas envolvidas em casos mais graves da doença.

O estudo realizado pelo Hospital de Estrasburgo, na França, e publicado na NEJM (New England Journal of Medicine), em 15 de abril de 2020, mostra que há uma quantidade considerável de pacientes que apresentaram confusão e agitação após terem desenvolvido quadros mais complicados da doença.

Os atuais dados não são suficientes para determinar que os efeitos neurológicos são desenvolvidos apenas em casos mais graves da doença, quando há infecção viral e desequilíbrio do sistema imunológico, ou se consequência da terapia intensiva aplicada para deter o vírus.

Uma equipe japonesa, entretanto, relatou, no começo de abril, a presença de traços da SARS-CoV-2 em líquido cefalorraquidiano em um paciente com a doença que desenvolveu encefalite e meningite, o que indica que a covid-19 pode chegar ao sistema nervoso central.

Sequelas ainda incertas - Por enquanto, não é possível determinar com clareza qual a probabilidade de um infectado pela doença desenvolver danos permanentes. Tanto o vírus quanto os estudos são muito recentes, o que ainda impossibilita projetar dados de longo prazo.

Neste primeiro momento, é sabido que, na Itália, autoridades constaram que quase 90% dos pacientes hospitalizados ainda enfrentam efeitos colaterais. As informações foram publicadas na revista Science.

Os órgãos mais afetados, de acordo com os dados, costumam ser o pulmão, os rins e o coração. Tais órgãos têm em comum os receptores ECA2, que servem de ponte para a covid-19 invadir células.

Os estudiosos e as equipes médicas estão ficando mais conscientes dos reais problemas que a covid-19 representa ao corpo humano. A infecção, além de nova, pode ser mais complexa do que se imaginava.

A depender da lesão causada nos órgãos, o organismo pode desencadear processos inflamatórios e danos persistentes. Tendo isso em mente, é fundamental que os profissionais de

monitoramento de pacientes, que é feito pelos profissionais de saúde, é fundamental para verificar o quadro clínico e possíveis tratamentos a serem adotados ou modificados conforme análise. Esse acompanhamento pode ser feito, inclusive, à distância, por meio de plataforma de teleatendimento, como a DM Health.

 

Do Metropoles

 

 

Última modificação em Quinta, 05 Novembro 2020 19:44

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