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Nossa história

 

O Instituto de Doenças do Coração de Alagoas começou como Serviço de Cardiologia da Santa Casa de Misericórdia de Maceió em 1978. Foi um acontecimento histórico para a medicina alagoano, tornado possível graças à iniciativa visionária do então diretor-médico do hospital, o médico João Firemann.

Foi ele quem trouxe para Alagoas o grupo de jovens médicos recém-formados no Rio, formado pelos cardiologistas e cirurgiões cardiovasculares José Wanderley Neto, Gilvan Oliveira Dourado, Cid Célio Cavalcante, Antonio de Biase Wyszomirski e Luiz Daniel Fraga Torres.

Apoiada pela infra-estrutura hospitalar que João Fremann viabilizou para o serviço na Santa Casa, a equipe iniciou nesse mesmo ano atendimentos clínicos e cirúrgicos em Alagoas, antes restritos a apenas um terço dos Estados brasileiros ou Estados Unidos e Europa e muito distantes de acesso para a expressiva maioria dos alagoanos.

Com a instalação de uma UTI no serviço, tornou-se possível a recuperação dos doentes graves que precisavam ser assistidos e mantidos vivos mediante a utilização de respiradores artificiais e aparelhos de monitoramento da atividade cardíaca.

Posteriormente, com a aquisição de um aparelho de hemodinâmica o serviço passou a dispor de condições para diagnosticar com precisão as doenças cardíacas e iniciar o tratamento cirúrgico, findando o ciclo de deslocamentos de pacientes a outros centros do sul e sudeste.

A primeira cirurgia cardíaca foi realizada no dia 6 de julho de 1978, com duração de seis horas. A paciente, uma mulher com 33 anos de idade, sofria de problemas na válvula mitral. A elas seguiram-se outras tantas, principalmente ponte de safena e implantação de marcapasso e stent.

Dez anos depois e milhares de procedimentos clínicos e cirúrgicos, a equipe chefiada por José Wanderley Neto estava pronta para mais um desafio: realizar o primeiro transplante cardíaco. No Brasil, esse procedimento era então realizado apenas em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

O paciente foi Francisco Sebastião de Lima, 17 anos de idade, natural de Santana do mundaú, que sofria graves complicações cardíacas decorrentes da doença de Chagas.

O transplante foi feito no dia 21 de março de 1989, no Hospital da Universidade Federal de Sergipe, em Aracaju, onde o órgão foi captado. Participaram os cirurgiões José Wanderley Neto e Daniel Torres, do Serviço de Cardiologia da Santa Casa de Maceió, e José Teles e Marcos Ramos, do hospital sergipano.

Francisco Sebastião de Lima continua vivo, tendo se tornado um dos mais longevos transplantados cardíacos do mundo.

Desde então, após uma sequência de transplantes o grupo ganhou prestígio nacional e participou ativamente da criação do programa NE-TX (Nordeste Transplante), estabelecendo

um intercâmbio entre órgãos doados e pacientes nas diversas modalidades de transplantes entre os principais centros médicos da região.

O grupo também formou a Sociedade Alagoana de Cardiologia, contribuiu de forma decisiva para a criação da Sociedade Norte-Nordeste de Cardiologia e tornou-se participante permanente em eventos de portes nacional e internacional da área e integrante das entidades nacionais de cardiologia.

À equipe inicial foram se somando outros pioneiros na cardiologia: Roberto Nolasco, que implantou a medicina nuclear, Carlos Macias, que implantou a eco-cardiografia, e Pedro Albuquerque e Marco Antônio Mota, que trabalhavam na Santa Casa e contribuíram com seus conhecimentos para o desenvolvimento da cardiologia do Instituto do Coração de Alagoas.

 

Em agosto de 1992, com a presença do cirurgião cardiovascular professor Jesus Zerbini, foi criado o Instituto de Doenças do Coração da Santa Casa de Misericórdia de Maceió e inauguradas suas instalações com equipamentos de última geração e de equipe de profissionais qualificados e conceituados nacionalmente. À estrutura do serviço, foram ainda acrescentadas duas salas exclusivas para cirurgia cardíaca e uma UTI exclusiva para o pós-operatório.

A consolidação do serviço foi assim descrita por José Wanderley Neto: “Crescemos e nos tornamos grandes, organizamos congressos nacionais e regionais, começamos a formar nossos cardiologistas, passamos a existir perante a comunidade cientifica e nossa população. O serviço e a própria Santa Casa careciam de uma logomarca, precisavam de visibilidade e interagir com a comunidade. Reunidos com a direção, especialmente com o diretor-administrativo Paulo de Lira, ficou assim decidido e foi feito. Faltava definir os slogans que completassem a empreitada. Recorremos ao jornalista Ricardo Mota, que sempre acompanhou esse crescimento, a quem nutrimos uma grande admiração e amizade, e que prontamente aceitou o desafio, sem custo, de elaborar os slogan que foram por ele assim definidos: ‘Em defesa da vida’ e ‘Aqui a vida pulsa mais forte’. Os dois slogans que permanecem até hoje”.

O instituto atua hoje com cerca de cem profissionais habilitados nas atividades médica, assistência social, enfermagem, psicológica e administrativa, atendendo cerca de mais de cem pessoas por dia, em condições infraestruturais equivalentes aos melhores centros cardiológicos da região.

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